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O Furto no Museu Histórico Nacional
INTRODUÇÃO Na madrugada entre 24 e 25 de Junho de 1937, o Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio de Janeiro, sofreu um dos seus maiores furtos históricos. Ladrões levaram 17 barras (na verdade foram 18 barras, com apenas uma recuperada 44 anos depois do furto) e 117 moedas de ouro do acervo (a bem da verdade, foram 118 moedas não recuperadas), avaliadas na época em cerca de 218 contos de réis. O valioso lote de ourivesaria havia sido doado ao museu pelo empresário Guilherme G


Pioneiros da numismática no Brasil
Encontra-se escrito no site da SNB (Sociedade Numismática Brasileira): “Os primeiros registros brasileiros de “colecionadores” de moedas datam da metade do século XIX. Chamamos de registros, mas são simples citações de alguns nomes em jornais. Por outro lado é quase certo que a data inicial é mais antiga, mas ainda não localizamos a prova. Esses colecionadores pioneiros estavam localizados nas áreas mais desenvolvidas do nosso país. Entre outras regiões citamos Salvador, Rio


A Indústria da Falsificação
Entre as mais populares certificadoras de moedas, duas delas, situadas nos EUA, contam com maior confiança dos colecionadores. Tratam-se de prestigiosas empresas que atuam no mercado numismático há anos, com profissionalismo, eficácia, idoneidade e responsabilidade. O mercado numismático brasileiro e internacional vive um momento de grande expansão. Com a valorização das moedas raras, cresceu também a busca por segurança. É aí que entram estas empresas de certificação. Elas a


Expressões populares do ciclo do ouro
A mineração colonial foi cenário para a origem de famosos ditados populares. Com a chegada da mineração no Brasil Colonial, o idioma português substituiu o tupi, tornando-se, assim, a língua mais falada da colônia. Isso porque, devido a essa nova atividade econômica, aumentou o número de portugueses no território. Graças à mineração colonial, a mineração de ouro no Brasil representou metade da produção mundial do metal nobre entre os séculos XVI e XVIII. Evidentemente, durant


A Estrela de Lima
A presença da estrela se deve ao apelido de Lima, “Cidade dos Reis”, em referência aos Três Reis Magos; portanto, a Estrela de Belém sempre foi um símbolo da cidade. De fato, a Estrela de Lima já aparecia como marca da casa da moeda acompanhando a letra “P” em moedas cunhadas por Diego de la Torre (o último da primeira casa da moeda de Lima, veja a imagem abaixo). Mais tarde, no século XVIII, estrelas misteriosas também apareceram no campo de alguns dos oito escudos cunhados


A Indústria das Paralelas
As moedas denominadas supostas ou paralelas para São Paulo tem sido, ao longo dos anos, matéria bastante controversa para os estudiosos da numismática. Há inclusive aqueles que afirmam tratar-se de moedas falsas. À exceção dos catálogos de Hermann Porcher, Carvalho Neto e o catálogo de Nogueira da Gama, que fazem referência a estas moedas, é escassa a bibliografia dedicada ao assunto. Todavia convém ressaltar que os aspectos históricos e o estudo propriamente dito a respeit


Noções de Heráldica
A heráldica é uma ciência que caminha "di pari passo" com outra ciência: a numismática, estando ambas intimamente ligadas. A heráldica, tão necessária ao estudo das moedas, é também a arte de descrever os brasões de armas ou escudos. Um brasão (também designado por brasão de armas ou cota de armas), na tradição européia, é um desenho especificamente criado (com o uso de peças, esmaltes e metais) com a finalidade de identificar indivíduos, personagens e vultos históricos, famí


A Peça da Coroação
Desde os primórdios da atual Turquia a moeda tem funcionado como um eficaz instrumento de propaganda, um importante veículo de comunicação de massa. Quando surgiu na Lídia por volta do VII século a.C., sua função principal deveria ser a de facilitar os processos de troca. Todavia, em pouco tempo os detentores do poder compreenderam a sua inegável força comunicativa e propagandística. Hoje é comum vermos o busto de um soberano de Estado inciso em moedas como marca de um poder


O Derrame de Cobre falso na Bahia
Durante a década de 1820, estavam em curso os processos de construção do Estado e da identidade nacional brasileira. Em 1822, foi proclamada a independência política do país em relação a Portugal, fazendo do Brasil um país independente, governado pelo herdeiro do trono da Metrópole portuguesa, sob um regime monárquico. Na Bahia, a partir de 1826, o governo provincial, representante do poder do Imperador, se viu forçado pelas circunstâncias a dar livre curso às moedas falsas d
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